terça-feira, novembro 17, 2015

Teatro: Novembro abre o pano!


Depois de uma longa jornada repleta de risos, lágrimas, dramas e emoções, “I Love Paraisópolis” chega ao fim. Um trabalho gratificante que me proporcionou um aprendizado enorme como colaborador de texto. Impossível essa sensação de esvaziamento depois do fim, afinal aquela galeria de personagens deixa de fazer parte do seu cotidiano. É como se perdêssemos uns 50 amigos íntimos, que frequentavam nossa casa diariamente. 

Vida que segue. É preciso recomeçar e recarregar as baterias, encher novamente os frascos. E, coincidentemente e felizmente, novembro chegou fechando um ciclo e abrindo outro. É hora de teatro, bebê! Duas leituras de dois textos teatrais meus, em datas bem próximas.



O primeiro deles é “Antes que amanheça”, escrito em parceria com meu amigo-irmão, Fellipe Carauta. Na verdade, o argumento é dele. Contribuí com algumas pitadas do meu tempero, mas nem por isso me sinto menos pai. É um texto que muito me orgulha, primeiro pela parceria com Fellipe, que transcende às páginas do texto. Fellipe é meu irmão, meu companheiro de vida e de alma e muito me envaidece conceber mais uma obra com ele. Outro motivo de felicidade é a avant première desse texto ser no “Festival Satyrianas”, festival de teatro maravilhoso, onde tive minha primeira peça encenada. Trata-se da história de duas irmãs, opostas, rivais, distantes, que são obrigadas a passarem uma noite juntas para abocanharem a herança milionária da avó. E nessa noite, que certamente, será a mais longa da vida delas, a partilha vai muito além dos bens materiais e o enorme baú de recordações das duas é aberto, para o bem e para o mal. As personagens serão lidas e interpretadas pelas talentosas Mayara Magri e Martha Meola. E a direção fica por conta de Edgar Benitez. Conto com a presença de todos!

sábado, maio 09, 2015

TELEVISÃO - 10 motivos para amar Paraisópolis


I love ajudar a contar uma história solar, alegre, divertida, romântica e sobretudo, esperançosa, que fala de encontros mais do que de fronteiras, que nos mostra que a graça e a riqueza da vida estão muito mais na diferença do que na semelhança.



I love a comunidade de Paraisópolis, rica, diversa, pulsante, multicultural, cheia de gente guerreira, batalhadora, cheia de boas histórias pra contar. 

sábado, abril 04, 2015

CINEMA - 15 (ou mais) filmes da “Sessão da Tarde” que marcaram minha infância


Quem curtiu a vida adoidado nos anos 80 não se esquece dos “clássicos” da Sessão da Tarde. Num tempo em que não existia internet, muitas vezes ficávamos esperando a reprise de nosso filme favorito na sessão vespertina para gravá-lo em nossos modernos videocassetes. Claro que listas são sempre subjetivas e sempre alguém vai lembrar de um filme aqui, outro ali. Mas minha memória afetiva registrou esses como os mais marcantes da minha feliz infância e início de adolescência oitentista:

sexta-feira, março 06, 2015

Naquela mesa...



“Naquela mesa tá faltando ela
E a saudade dela tá doendo em mim...”

1 mês de muitas, imensas saudades...

Ainda está sendo muito difícil me acostumar com sua ausência, cada vez mais presente. Sei que não tínhamos mais a convivência diária da infância e da juventude, mas saber que você estava ali, no lugar em que sempre esteve, era reconfortante pra mim. No seu lugar, só ficou um vazio que nunca mais vai ser preenchido.

Não perdi apenas a minha tia-mãe, amiga de todas as horas, a mulher mais forte que já conheci e a pessoa que me mais me amou nessa vida, sempre incondicionalmente. Perdi meu anjo protetor, que me ligava preocupada sempre que alguma coisa acontecia na cidade em que vivo. Perdi a pessoa que reclamava, sempre docemente, da minha ausência e chorava quando eu ia embora e nas vezes em que eu reclamava de não poder estar por perto pelo excesso de trabalho, me respondia resignada: “mas não foi essa a vida que você sempre quis?”.

Não perdi apenas o maior amor do mundo, perdi meu porto seguro, meu ponto de referência. Aprendi nesses dolorosos 30 dias sem você que minha felicidade nunca mais vai ser plena e que os momentos felizes que eu viver não passarão de uma anestesia momentânea para aliviar a dor e o vazio provocado pela sua ausência. Sempre que ficar feliz por alguma conquista, vou me lembrar que minha felicidade nunca será completa porque você não está mais aqui pra celebrar comigo.

Não perdi apenas você. Perdi um pedaço de mim. Mas sei que vou sempre levar um pedaço de você comigo. Onde estiver, você também estará. Parte de mim também é você. Obrigado por tudo, principalmente, pela mais completa tradução do amor que me ensinou apenas sendo você. Sei que o tempo vai aplacar a dor, mas a saudade... essa vai ser minha companheira pelo resto da vida. Te amo muito. Ontem, hoje e sempre! Descanse em paz, Tia Marilza!

“Eu canto, grito, corro, rio... e nunca chego a ti.”

(Caetano Veloso – Mãe)